#3

Almocei em um restaurante que não ia há muitos anos.

Eu queria comidinha gostosa para acalentar a alma, a tal comfort food para compensar uma manhã intensa, e o convite do almoço foi bem vindo.

Chegando lá, resistência da casa em oferecer uma mesa grande para duas pessoas. Meu corpo me entregou, com uma ruguinha na testa e um olhar arregalado. Percebi que queria extravasar e não seria capaz de aceitar a mesa escondida no corredor, algo que teria me atraído em outro momento. Hoje não.

Apesar de não frequentar o local há tempos, eu já tinha um prato preferido. Parecia fácil. Quando chegou, porém, frustração ao perceber que o tamanho do bifinho à milanesa tinha sido reduzido à metade e a mussarela de búfala, que costumava ser inteira, estava cortada (e continha apenas 3/4). Pronto, outra ruguinha, respiração profunda e….

Engoli. Oras, vou reclamar que o prato servido em 2008 era maior que em 2015? Ou que o preço aumentou (não me lembro, mas deve ter aumentado).

Apenas agradeci estar ali, em paz. A vida segue e o brigadeiro da sobremesa cumpriu seu papel.

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